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Quinta-feira, Novembro 27, 2003
Análise do jogo... Do jogo? Hoje fiz a besteira de assistir à partida entre River Plate, da Argentina, contra o São Paulo. Digo besteira porque uma infinidade de coisas me deixaram muito nervoso durante a transmissão. Desde o "bom desempenho" do Tricolor, passando pela sorte absurda dos argentinos, e chegando na pior parte: os comentários dignos de asco vindo da equipe de transmissão da Rede Bobo de Televisão.
Imaginem a cena. São Paulo, meu time, perdendo feio por trrês a um, na Argentina. E diga-se a verdade, jogando mal. Péssimo, aliás. tem uma atleta lá de nome Carlos Alberto que não tem qualidade nem para atuar no jequié. Eu, obviamente, nervosíssimo.
Aí, lá pelos 35 minutos do segundo tempo, ainda o mesmo placar (que ficou até o final, inclusive), o narrador Cléber "Sapiente" Machado manda o seguinte torpedo em forma de pergunta para o Casagrande, único que se salva: "Casagrande, o gol neste momento seria importante para o São Paulo?". Mas que esse cara é? Gênio??? Decerto ele foi o primeiro ser humano a imaginar que um gol para a equipe que está perdendo é um fato importante.
Bom, mas passado o nervosismo deste primeiro ato infame, vem o segundo, usando como ferramenta o comentarista da arbitragem, Roberto Wright. O zagueiro Lugano, do São Paulo, dá um carrinho e acerta a bola. Como não poderia deixar de ser, o árbitro marca falta. Quando no replay, Wright manda o torpedo: "O jogador pega primeiro na bola. Visualmente, pelo menos, é o que se vê". Boa, Wright.
Jamais saberei...:
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12:18 AM
by Sekhem
Terça-feira, Novembro 25, 2003
Morte por todos os lados É incrível como estou em contato freqüente com a morte. Mas acalmem-se. Isso porque trabalho em um jornal, e acabo ficando sabendo de todas as mortes que acontecem em minha cidade, caso queira.
O mais engraçado é o tratamento dado à morte no jornal. Lá não se trata de fatalidade, tragédia, tristeza, ou qualquer outro substantivo referente ao óbito, mas sim de manchete, foto boa, informação correta e similares.
Triste, penso eu. Basta acontecer um acidente e todos correm em direção à repórter policial para saber o que houve, quem houve, onde houve, quando houve, por que houve, como houve e, claro, se houve morte.
Quando não é o puro interesse mórbido ou preocupado, á a vontade de tripudiar sobre o defunto. Piadas de diversas naturezas surgem vindas até mesmo do diretor do jornal.
Recentemente se suicidou, em minha cidade, um famoso comerciante, responsável por diversos boatos e dignos de ódio por outros elementos de fama. Isso incluiu o dono do jornal.
Obviamente todas as piadinhas possíveis e imagináveis vieram disparadas por gente que conhecia o cidadão, por aqueles que não conheciam, mas sabiam de quem falavam, e até por quem nunca havia falado no cadáver, mas ficou sabendo posteriormente que o homem havia morrido.
A última aconteceu hoje. Uma dupla de pintores foram eletrocutados e estão no hospital, próximas da morte. E o diretor perguntou durante o fechamento da edição: "E aí, vamos de torresminho de manchete?".
Jamais saberei...:
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6:35 PM
by Sekhem
Quinta-feira, Novembro 06, 2003
Circo Ouvindo Fame, da da Shockmachine
Recebi um e-mail de um amigo que estava sumido há alguns meses. Na verdade nem é tanto tempo assim, mas o suficiente para que o cara se metesse num novo direcionamento para sua vida. O cara agora é de circo. Se meteu numa trupe e tem se apresentado. Pensou até em largar tudo para sair em "turnê".
Mas o caso aqui é o seguinte. Será que conseguiria fazer o mesmo, em uma situação desesperadora? Fico sempre me questionando se o que estou vivendo agora será muito duradouro (acredito que seja, mas vai saber). E se por acaso tudo isso acaba, o que farei? será que conseguiria "entrar para um circo" também?
Por enquanto não terei resposta para isso. Talvez nunca tenha, na verdade. Mas é um troço sobre mim que eu sempre quis conhecer. Essa dúvida é triste.
Ah, sim, ecletismo é um saco. Quer dizer que um cara que topa tudo de todo mundo é melhor do que alguém que tem seus próprios conceitos... Muito bom, hem?
Ouvindo Never Exist, da Shockmachine
Jamais saberei...:
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1:06 AM
by Sekhem
Terça-feira, Novembro 04, 2003
Parada Jamais Saberás Bandas Diferentes Bom, como andaram reclamando que aparecem sempre as mesmas bandas por aqui, embora seja uma afirmação falsa, resolvi mudar radicalmente os rumos desta parada. O extrtemismo é a palavra de ordem hoje. Por isso, bandas extremas e afins.
The Glow Of The Setting Sun (Nightrage) - Praticantes de um macarena metal, a Nightrage fez um disco de estréia bem legal. Não é um In Flames, mas é boa música. Os vocais, bem gritados e desesperados, são de Tomas Lindberg, ex-At The Gates.
Embrio Progéria (Holocausto Canibal) - Esta banda é portuguesa e faz um som absurdamente pesado. Eu não a conhecia até alguns dias, mas me interesso em ir atrás.
Rivalry Of Phantoms (Borknagar) - A Borknagar já teve os vocais de Vortex, hoje na Dimmu Borgir. E é uma banda que segue mais ou menos o mesmo estilo. Tem algumas bases meio trradicionais, com aquele vocal urrado/gritado do black metal.
For God Your Soul... For Me Your Flesh (Pungent Stench) - Tosco, muito tosco. Death metal com aqueles vocais meio vomitados e bumbo duplo acelerado. Só não dá para entender para que sete minutos de música!!
Nectar Fragment (Opeth) - Taí uma banda que me impressionou. Inicialmente, nesta música, a coisa até parece bastante normal, com aquele lance de base tradicional, guitarra meio death, vocal gritado e algo de gótico com uns sonzinhos estranhos. De repente entrram umas quebradeiras absurdas. Muito bom.
The Saw And The Carnage Is Done (Aborted) - Esse vocalista aqui tem sérios problemas. Mas o fato é que combina com toda a violência da banda. E até que é legal. É preciso apenas um certo costume, pois tem muita coisa boa nesta banda, como o baterista, por exemplo.
Diabolical Ritual (Blackmass) - Boa banda nacional de black metal. Presente no terceiro volume da coletânea da revista Black Hole, ,voltado ao som extremo. Vai na linha do Borkanagar, mas com um pouco mais de peso, talvez.
Na próxima semana voltaremos com nossa programação normal.
Jamais saberei...:
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