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Segunda-feira, Dezembro 29, 2003
Eis que volto... Após um grande hiato, em que pude aumentar minha gama de conhecimento em determinados segmentos da cultura pop, estou de volta para continuar a saga de cretinisses divulgadas por este blog absurdo.
E é com pouquíssima vergonha nessa minha cara de jacarandá que posso afirmar que estou de volta realmente (ha-ha). Digo isso repetindo mentalmente a velha máxima de que "a intenção é que conta".
Tem muita coisa a ser dita aqui. Mas como não pretendo me alongar em determinados assuntos, farei um resumão e aos poucos discorro sobre os temas que mais me agradam.
1 - Aquela que deveria descansar há muito tempo, conseguiu, e o câncer já não a tortura mais;
2 - Ozzy Osbourne é um ser desprezível;
3 - Bandas que tocam Ozzy Osbourne são mais desprezíveis;
4 - Sascha Paeth é gênio (este sim é um assunto que merece um discurso maior. Aguardem e confiem);
5 - O jornal onde trabalho é uma piada, e a cada dia que passa fica mais engraçada. Por que, então, fica cada dia mais nervoso?;
6 - Pessoas que ouvem jazz e/ou estudam ciências sociais desenvolvem uma espécie de auto-afirmação que os torna superiores (na cabeça delas, obviamente).
Bom, creio que basicamente é isso. Ainda devo aqui uma PJS com as novas aquisições, mas isto fica para depois.
Jamais saberei...:
Posted
11:38 AM
by Sekhem
Domingo, Dezembro 07, 2003
Parada Jamais Saberás Especial Mike Terrana Estava demorando. Mas enfim eis que faço aquilo que todos meus amigos esperavam de mim, ou seja, uma PJS só com o baterista Mike Terrana, aquele que se diz o baterista mais sexy do universo, embora seja uma das coisas mais horrorosas do universo. Bom, cretino ele é, o que já seria algo louvável, mas, além disso, ele toca muito. Aliás, para ele tocar muito teria que desaprender um pouco. Enfim, escolhi uma faixa de cada coisa que ele gravou dentro daquilo que conheço. E admito que me falta bastante ainda.
Rio (Mike Terrana) - Esta é do trabalho solo, Shadows Of The Past. E quem imaginava que ele se cercaria de outros músicos do metal, enganou-se. O negócio aqui é um jazz/fusion bastante legal. Na verdade a coisa é mais fusion do que jazz, mas em uma ou outra passagem a coisa despenca para o jazz. Muito bom.
Unity (Rage) - Última faixa e responsável por batizar o álbum. Intrumental onde os três músicos abusam do direito de ¿virtuosizar¿. Segundo álbum do meu baterista preferido com minha banda preferida. Tinha como não gostar?
Listen To The Lyrics (Roland Grapow) - Para seu segundo álbum solo, o guitarrista Roland Grapow (na época na Helloween, hoje na imensamente superior Masterplan), convocou um time absurdo. Além de Terrana na bateria, trouxe o tecladista multi-bandas Ferdy Doernberg, o ex-Dokken Barry Sparks e o vocalista Michael Vescera. Mas esta faixa aqui é instrumental, e com um título muito bom!
Revelation (Metalium) - Outro música que contou com uma espécie de dream team do heavy metal. Além de Terrana, aparece com destaque o guitarrista da Savatage Chris Caffery. E a saída dos dois logo após o lançamento do primeiro álbum acabou prejudicando os seguintes. Esta faixa é bem cadenciada e uma das melhores do álbum.
End Of The World (Squealer) - Terrana fazendo o basicão nesta primeira faixa do álbum Made For Eternity, dos alemães da Squealer. Mas, claro que o básico de um grande músico é sempre mais daquilo que se esperaria.
Coming Home (Axel Rudi Pell) - Em mais um álbum de guitarrista, Terrana desta vez presta seus préstimos ao alemão Axel Rudi Pell, que é outro que costuma ter em sua banda músicos de alto nível, como o vocalista Johnny Gioeli. E neste caso aqui a coisa é mais hard rock, com pitadas de metal.
I Don´t Know (Yngwie Malmsteen) - Além de ter feito uma ótima participação no The Seventh Sign, Terrana ainda deixou outra marca de sua passagem para Yngwie Malmsteen, o chato-cujo-ego-é-do-tamanho-de-algo-realmente-grande. Uma marca que levou o guitarrista a contratar bateristas menos agressivos em seus próximos álbuns! Precisa dizer mais alguma coisa para mostrar que esse cara é bom? Esta música aqui foge um pouco do esquema hard/metal com um groove legal, embora tenho um vocal bastante chato.
Into The Eyes Of The Storm (Artension) - Parece até brincadeira, mas o cara normalmente está envolvido com músicos de alta qualidade. A Artension é uma banda de prog com discos difíceis de se fazer, segundo palavras dele mesmo. Into The Eyes Of The Storm é o primeiro trabalho e já tem muitas músicas boas.
E eis o cidadão. É ou não é um grande baterista?
Jamais saberei...:
Posted
7:48 PM
by Sekhem
Quinta-feira, Dezembro 04, 2003
De-me uma pílula azul... Bom, antes de tudo tenho que dizer aqui que não me responsabilizo por quem ler este post e ficar sabendo de coisas que não gostaria. Tá, não é nada assim de grave, mas como vou falar sobre o final da trilogia Matrix, é bom que a pessoa já saiba que pode encontrar informações sobre... Bom, sobre o final da coisa.
O ministério dos blogs adverte: este post pode ser prejudicial ao seu humor!
Bom, agora que estão todos devidamente avisados, posso meter o pau naquilo que chamaram de revolução cinematográfica!
Que revolução o que!!! Baita picaretagem, isso sim.
Quando fui assistir ao primeiro filme no cinema, semanas depois da estréia e só porque me encheram tanto que era O filme, achei a historinha passável, os personagens irritantes, excetuando-se Morpheus, e os efeitos especiais muito bons.
A coisa mudou quando fui ver Reloaded (título que me assustava por me lembrar demais certa banda liderada por um dinamarquês). Na verdade encontrei um filme que nada mais era do que uma colagem de diversos clichês aventurescos, que iam de Indiana Jones ao Superman. Mas os personagens já tinham muito mais características próprias e menos toques de todos-gostarão-desse-visual-maneiro¿. No geral eu gostei bastante e até cheguei a criar certa expectativa para o terceiro filme.
Expectativa que não deveria ter sido criada, pois achei a maior besteira já feita em um filme com tanto potencial e recursos. Muitas passagens desnecessárias, diálogos dos mais fracos entre a trilogia e um desenvolvimento patético.
Achei o cúmulo, inclusive, o fato da única luta entre dois humanos fora da Matrix ter sido feita no escuro, com uma espécie de luz estroboscópica atrapalhando a visão daqueles que enxergam normalmente. Seria a única realmente em que veríamos Neo sendo apenas Neo. Mas nos foi negado esse direito. Parecia que o messias deveria continuar a ser o perfeito.
Entretanto (e é impressionante o uso de conjunções adversativas se aplica a essa trilogia), gostei muito da solução final do filme. Creio que exista o maniqueismo básico de toda e qualquer produção cinematográfica norte-americana, mas ele não foi exatamente aquele que todos esperavam.
A disputa entre homem e máquina foi levada a um patamar não imaginado nas duas primeiras partes. E, o terceiro elemento da estória, Agente ¿Elrond¿ Smith, surgiu como uma espécie de trunfo do filme. Legal, muito legal. Mas até que poderia ter sido trabalhada de uma maneira diferente.
No geral acho que o saldo é neutro. Um filme mediano, uma bom e um ruim. E tem gente que ainda acha que Matrix é melhor que Star Wars... Se bem que eu acho que Indiana Jones é melhor que ambas. E de Volta Para O Futuro também... E a Trilogia das Cores, e...
Jamais saberei...:
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