Jamais saberás!!!!!!!

Segunda-feira, Janeiro 19, 2004


Chihiro

A Viagem de Chihiro (Sen To Chihiro No Kamikakushi, no original)
é um filme que eu estava louco para assistir. E tinha toda a razão por estar com tanta vontade pois, agora que consegui vê-lo, tenho plena consciência da grandiosidade desta fábula "moderna" idealizada pelo mestre japonês o diretor Hayao Miyazaki.
Chihiro é uma garota de dez anos nada diferente de uma menina normal. Ela está em profundo descontentamento por ter que mudar de cidade e, durante a ida para sua nova morada, acaba se deparando com um mundo fantástico, povoado por diversas figuras retiradas da cultura milenar japonesa e transformadas em personagens mais do que interessantes para este longa.
Chihiro acaba ficando presa neste mundo e, para poder se libertar, tem que passar por diversas aventuras, problemas, e situações que exigem dela um amadurecimento que não tinha no início da trama.
UM dos pontos altos do filme é o cenário. A cidade "abandonada" que, sob o luar, se transforma em uma imensa feira. A casa de banho onde os espíritos descansam. O trem que para o qual hoje só se vende passagem de ida.
Entretanto, fica evidente, apesar de toda a gama de aspectos da cultura japonesa presentes no filme, que a estória contada tem origens ocidentais. Miyazaki nega, mas é impressionante os elementos similares às estórias contadas pelo inglês Lewis Carrol e pelo alemão Michael Ende. Alice No País das Maravilhas e A História Sem Fim surgem a todo instante na tela, seja em referências, seja em situações semelhantes.
Até nas personagens podemos notar algumas similaridades. Chihiro, como Alice, está perdida e presa em um mundo estranho, procurando sair de qualquer maneira. Para isso têm que enfrentar a ditadura de uma figura feminina como a Rainha de Copas ou a bruxa Yubaba. E, Chihiro, como o leitor Bastian, através do índio Atreyu, vai descobrindo todo o mundo fantástico e seus habitantes excêntricos em companhia de um dragão serpenteante, Haku/Fuchur.
Mas, nada disso, tira o mérito do filme. A Viagem de Chihiro é um filme fantástico (nos dois sentidos) e merece ser colocado em qualquer coleção. Impressionante, inclusive, é a palavra que melhor se aplica aqui.
Jamais saberei...:

Quarta-feira, Janeiro 07, 2004


Very Poseur

Bom, enfim consegui terminar o quinto livro das aventuras do pentelho Very Poseur. E, devo dizer, não foi nada fácil. O modo que a tal Jota Cá Rowling escreve é bastante caricato. Por isso, transformou o período da aborrecência de Very em algo completamente caótico, com o moleque se iritando a cada parágrafo. Aliás, o carinha é inconformado com tudo e com todos. Chegava a me sentir com vontade de afogar o volume na privada, como qualquer mafioso simpático faria com um ser tão chato.
No entanto, é engraçado ver como a mulher evoluiu com relação à técnica narrativa. O que parecia bastante cru no primeiro livro, hoje atinge um nível interessante, com construções que valorizam mais a cena. Isto sim é um avanço, já que a estória parece que regrediu. Mas, Very Poseur ainda é Very Poseur, e eu não esperava encontrar nada de mais nas 702 páginas (!?!) desse quinto romance.
Para uma coisa, pelo menos, esta leitura me serviu (além de me ajudar a passar o dia, já que esta bota branca e pesada de gesso me impede de sair para a rua): abriu o meu apetite literário e, o próxima da lista, será o também quinto volume de uma série. Mas, desta vez, criada pelo o cretino do Terry Pratchet. Trata-se do Discworld, o mundo absurdo criado pelo inglês que foi o causador de um de meus livros preferidos, As Belas Maldições (feito em parceria com Neil "Sandman" Gailman), e que já foi motivo de um post passado.
Jamais saberei...:

Sexta-feira, Janeiro 02, 2004


Paeth, o mestre

Sascha Paeth é um músico acima da média. O cara transcende aquela linha imaginária que divide os grandes músicos técnicos dos grande músicos criativos. Pois ele é uma mescla desses dois tipos.
Eu já achava que o trabalho dele no Heavens Gate (uma das minhas duas bandas preferidas) era excepcional. Não só pelo bom trabalho de guitarras, que não era só limitado aos riffs tradicionais de heavy metal e aos solos inspirados, mas também pelo produção perfeita e por todos os arranjos das músicas (vide Planet e. e Menergy).
Mas, quando o Heavens Gate acabou (uma das grandes dúvidas da humanidade é o porquê desse fim), o cara resolveu se dedicar apenas à produção musical, fazendo o favor de revelar grandes nomes do heavy metal atual, como Rhapsody, e outras bandas mais desconhecidas, como o Mob Rules, mas imensamente superiores aos italianos do epic hollywoodian symphonic blablabla tarantella metal.
Além disso, Paeth começou a aparecer em participações especiais de álbuns de outros bandas, e a trabalhar em projetos únicos, visando a lançamentos esporádicos e bem trabalhados.
E, a causa desse texto todo é exatamente um desses projetos. O alemão, junto ao vocalista brasileiro André Matos (ex-Viper, ex-Angra, atual Sha(rgh)man), gravou o álbum do projeto batizado Virgo, onde as maiores influências de ambos, o Queen, apareceu de forma absurda.
O álbum é ótimo, indo do hard rock alegre de Baby Doll, passando pelo coro gospel de River, e terminando na francksinatriana Fiction, onde o próprio Sascha Paeth acaba mostrando que nem precisava do André Matos para cometer o tal CD, cantando a segunda metade da música de forma bastante característica. E, não por acaso, as três músicas que citei são composições do alemão.
O bom gosto é o que manda neste álbum. Desde a escolha dos músicos (com a presença de vários ex-Heavens Gate), até a seleção das músicas. Fica meio óbvio que Paeth é o cara do projeto, visto que não seria difícil encontrar outro vocalista que pensasse daquele jeito e que cantasse de forma perfeita, já que as composições do brasileiro não são tão boas quanto as do guitarrista. E isso vai ser provado em breve, quando o novo projeto do cara, junto ao mitológico Michael Kiske (ex-Hellween) for lançado. E não tenho dúvidas de que vai ser bom.
Jamais saberei...: