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Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005
Simon PhillipsEsse negócio de estudar música leva a pessoa a uma situação meio inevitável, que é passar a ouvir coisas feitas de músico para músico. Não que eu esteja me colocando na categoria de músico (para isso ainda falta bastante), mas o interesse é despertado durante as aulas, e levado adiante conforme se estuda em casa, nas conversas com o professor e, como diria o sábio Seu Madruga, assim substantivamente.
Tudo isso para dizer que eu tenho escutado muito o álbum Symbiosis, do Simon Phillips. Ou seja, música completamente distinta daquela que normalmente poderia ser encontrada no CD que ficou, por acaso, no aparelho de som daqui de casa. Coisas do estudo...
Simon Phillips é um baterista bastante conhecido, uma vez que ele já tocou com uma infinidade de artistas, incluindo aí nomes bastante relevantes, como Peter Gabriel, Jon Lord, David Coverdale e Judas Priest. Mas, para meu professor, que foi o cara que me indicou, e até me deu uma cópia do CD, o legal é justamente a técnica do músico, principalmente porque, segundo ele, Phillips talvez seja o baterista com a maior capacidade de executar evoluções com a mão ¿errada¿, digamos assim. E é fato. Atentando para isso é possível perceber a ambidestria do cidadão no decorrer do CD. E aos poucos isso vai impressionando um pouco, sobretudo quando se tenta fazer algo semelhante... Impossível.
Pois bem, Symbiosis, de 1995, é um tanto quanto difícil de classificar, pois vaga por diversos estilos, flertando, sobretudo, com o fusion e o jazz. Mas, apesar de ser um álbum solo, nem todas as faixas são composições dele. E isso contribui para a espontaneidade das composições, que não são frias, característica que costumo encontrar em CDs solos.
Enfim, para os curiosos, eu indico a faixa Midair Decision, que se tornou a minha preferida dentre as nove que estão no álbum e que, não por acaso, me acompanha neste exato momento.

Sekhem 12:47 AM
Jamais saberei...
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