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  Quarta-feira, Abril 20, 2005

O papa não é rock
Beleza, os católicos têm novo papa. E, embora eu não seja do mundo católico, termo que a Globo cansou de repetir nesta terça-feira, o nome do alemão Joseph Ratzinger já me era conhecido. E não por ser futuro candidato a papa, diga-se.
O novo pontífice é o tal que, anos atrás, resolveu fazer campanha e dizer que rock é coisa do diabo sim senhor. Citou até bandas extremamente satanistas, como os Beatles, por exemplo. Segundo ele, inclusive, AC/DC quer dizer Anti-Christ/death to Christ. Só nos faltava essa. Mas será o Benedito... 16?
Infelizmente, habemus papam...
Sekhem 12:18 AM
Jamais saberei...
  Segunda-feira, Abril 18, 2005
Leitura em dia
Como estou desempregado o tempo livre é enorme e, na maioria das vezes, empregado com coisas que posso fazer em casa. E ler tem sido uma das mais freqüentes. Acredito estar em meu oitavo livro no ano, no momento.
Eu comecei com a trilogia Fronteiras do Universo, de Philip Pullman, composta dos livros A Bússula Dourada, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar. Ignorando os nomes cretinos, os três volumes abordam um assunto bastante interessante recheado de críticas contra a igreja. Trata-se de uma estória infanto-juvenil, é verdade, mas tratada de uma maneira bastante diversa da forma de um Very Poseur, por exemplo. Os eventos chegam a ser cruéis, em alguns momentos.
No geral acho que é muito livro para uma estória que podia ser mais curta e direta. Tem hora que chega a dar raiva com tanta ladainha. Mas, enfim, era uma antiga recomendação do amigo Pink, que sempre disse maravilhas sobre a trilogia. E como eu havia dito que um dia leria...
Depois enfrentei o famoso O Código Da Vince. E dá para entender o porquê desse livro ter virado fenômeno. Profundidade zero, mistério dez. É como uma partida de futebol entre o melhor time do mundo e o time mais protegido do mundo. Quando você acha que a qualidade pode prevalecer, vem o juiz e dá um pênalti roubado... No entanto, tem coisas interessantes. Se é que existe alguma verdade naquilo tudo.
Na seqüência vieram dois livros de contos de terror. O primeiro, Visões da Noite, é compilação de estórias de Ambrose Bierce, um autor que, embora não seja reconhecido, tem lá suas qualidades. Nem tanto porque foi responsável por obras-primas, mas porque se cercou de uma aura lendária que ainda encanta adoradores desse tipo de coisa. Seus contos são, praticamente na totalidade, sobre assombrações, casos "verdadeiros" acontecidos no interior dos Estados Unidos durante as últimas décadas do século XIX. Só recomendo se você for completamente fissurado pelo assunto. Eu mesmo fiquei meio decepcionado.
O outro foi o Tripulação de Esqueletos, de Stephen King, autor que, na minha opinião, é um tremendo enrolador. Não porque escreva mal, de maneira nenhuma, mas por encher lingüiça de maneira escandalosa. Alguns contos são realmente legais, mas grande parte deles atinge apenas a qualificação de meia-boca.
Também li o imenso Saco de Ossos, romance do mesmo Stephen King. Um estória esquisita, que passeia por estilos um tanto quanto conflitantes. Mas esse foi mais interessante que o de contos. Talvez por tê-lo lido no hospital, nos dias em que minha esposa ficou internada por causa de duas cirurgias.
No momento estou na metade do Guia do Mochileiro das Galáxias. Ganhei de aniversário e, embora estivesse com dúvidas sobre o livro, agora estou gostando bastante. Não tanto pela aventura em si, mas porque é muito engraçado. Coisa típica de um Terry Pratchett.
Isso aí dá uma média de dois livros por mês. Se eu estivesse trabalhando, contando também com as aulas de kung fu e a bateria, talvez até o inglês, dificilmente teria conseguido ler tanto. E na minha lista ainda há mais alguns. Espero que em breve eu não tenha mais tempo para isso...
Sekhem 2:17 PM
Jamais saberei...
  Domingo, Abril 17, 2005
A primeira cerveja
No início deste mês cheguei à marca dos 26 anos. Completei meu primeiro ano de meu segundo quarto de século. Nada que deveria ser comemorado, entretanto.
Mas os eventos seguintes me levaram a uma certa quantidade de questionamentos que normalmente surgem para alguém na minha situação. E o principal deles, admito, incomoda. Terei eu aproveitando decentemente esses 26 anos?
A verdade é que esse tipo de pergunta de resposta admiravelmente difícil de responder veio com uma atitude completamente diversa daquela que se espera de mim.
Como estou desempregado, graças a uma manobra infeliz tomada com base em infelicidade e esperança mescladas, fico grande parte do dia em casa, cuidando de afazeres domésticos, que, incrivelmente, sempre são escassos, assistindo à TV, lendo, jogando algo no micro, etc., etc. Coisas de quem não tem o que fazer.
Mas, em um determinado dia de calor, acabei optando por acrescentar um detalhe diferente nessa rotina. No último aniversário de minha esposa, em julho, fizemos um churrasco e sobraram algumas latinhas de cerveja. São poucas e, descobri, estão vencidas desde dezembro.
Enfim, indo contra o meu comportamento normal, levei uma para a frente do computador, e me descobri bastante satisfeito ao termina-la. Um sentimento de ter optado pela escolha certa, embora tenha feito isso enquanto jogava Baldurs Gate... Certas coisas não poderiam mudar, de qualquer forma.
Beber aquela cerveja, sozinho em casa, feito um Homer Simpson, e, pior ainda, gostar disso, acabou me despertando para o fato de que, ultimamente, não tenho tido prazeres simples como esse.
E pior, será que algum dia tive minha cota completa de prazeres simples? Pergunto porque a estranheza de me encontrar nessa situação foi equivalente à de fazer algo totalmente novo e fora da rotina.
E o fato é que isso é muito deprimente...
Sekhem 12:34 AM
Jamais saberei...
  Sábado, Abril 16, 2005
Grêmio Recreativo Ritmo de Festa
Recordar é sempre bom. Sobretudo quando as memórias são boas...

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1515091
Sekhem 4:04 PM
Jamais saberei...
  Segunda-feira, Abril 11, 2005
Vaga lembrança
Acho que sou eu...
Sekhem 5:41 PM
Jamais saberei...